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29 de dezembro de 2012
O Branco...
29 de Dezembro...
A neve cai abundantemente...
Nada mais branco, que este branco...
A não ser o branco que por vezes, nos habita o coração...
Alguns dizem que é preto...
Mas acho que é branco... embora belo…, desolador!
Fico-me com esta cor que tem movimento, sentir e cheiro...
Fico-me, com este branco... que é vazio... e também dói...
Nas horas vestidas de branco... há uma tremenda solidão...
Não por falta de pessoas... mas por falta de lembranças... palavras...
E vou-me habituando ao branco!
Bom ano!
Com tudo o que faz a vida ser, e valer a pena!
Abraço!
Sempre fui "um ser estranho!...”
4 de outubro de 2012
Francisco...
Hoje é dia de S. Francisco!
Deixo aqui uma lágrima perdida... uma saudade demorada, Um coração agradecido...
Por quem não nasceu neste dia, mas era assim que se chamava: Francisco!
Francisco foi o meu pai... o meu melhor amigo...
"Dentro daqueles “alvarozes”, com desperdícios, a sair dos bolsos... caixa da ferramenta... Ar alegre jovial... um coração do tamanho dele...
"Na lágrima que se vertia quando ouvia uma Orquestra...
E se lembrava do seu saxofone Barítono, era assim, meu pai...
Um Ilheu-Terceirense, "ferrenho" até ao "tutano"!
Obrigada, por me deixares de herança, a pessoa que sou...
Contigo aprendi a ser "esta", mulher cheia de coragem para enfrentar a vida... sem perder a alegria, nem o sentido de humor...
Não sei onde estás...
Mas sou feliz por te ter tido como pai!
(A tua Mize, por "Terras do Canada"!)
9 de fevereiro de 2011
A cor das palavras
"Sentires ao acaso a oeste do sentir"
(A quem gostar de "palavras com sabor...")
Imperfeita madrugada, azulada, ensombrada...
Nos meus olhos... rasos... bravos, de canto, encanto... assombrados
De prantos, ensolarados,
Desenhando na partida
Este meu cais de fugida
De segredos e silêncios, descendo p'la minha mão
Longos dedos... ou solidão
Entrando neste "meu muro"
Onde desenho no escuro
Onde começa o teu nome... Que murmuro, que murmuro!
14 de agosto de 2010
O lugar do coração
Hoje passei por aqui, não para "construir" palavras...
As que eu quero dizer hoje, são as que o coração planta e semeia...
Hoje passei aqui para dizer que amanhã é quinze de Agosto...
Para ti, que acaricias as palavras, recebo-as, uma a uma, e que ás vezes me ficam por dizer, mas que nelas escreves, estou aqui, podia chamar-lhes vida...
Mas chamam-se, amor simplesmente!
Ao meu companheiro, por ver comigo as árvores florir, o vento que as despenteia, o sol que as torna sombra, por tudo, em cada dia novamente, num abrir e fechar de olhos, onde tudo é diferente.
Para ti, silêncios, perfis de lagos, cetins, sedas, afagos.
Longuíssimos são os braços dos abraços, que teus olhos fazem laços.
Da tua doçura, faço um canto que adormece, ou palavra que entontece!
Que a vida nos seja doce!
Nas coisas que "nos abalam", e no par de olhos que esvoaçam por nós, pintando a vida... com cor de romã... (Um beijo parado na tua memória, penteio uma flor, num jeito de quem escreve uma carta de amor ) ( ) :-)
As manhãs abrem mil sentires...
Que os teus gestos vão tecendo...
Coisas de ave, que crescem pelo lado de dentro de nós...
Levanto da alma palavras de aves e amoras, e dou-te o nome de um astro...
De me iluminar por dentro...
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